18
Abr

Viagem a Darjeeling/The Darjeeling Limited - Comédia

Quando vi o trailer fiquei com vontade de ver, mas depois acabei esquecendo. Aí ele foi lançado em DVD e depois de indicações do Longa e do Rafael da locadora, resolvi alugar.
Pra começo de conversa, devo dizer que o roteiro e produção são de Roman Coppola, o filho do hômi. Logo depois devo dizer que a direção é do Wes Anderson, o mesmo de Os Excêntricos Tennenbaums, que eu vi há muito tempo atrás e pouco me lembro. E por fim devo dizer que o elenco conta principalmente com o ótimo Adrien Brody, que leva no currículo uma infinidade de bons filmes, como Camisa de Força, A Vila, O Pianista, Atrás da Linha Vermelha, entre outros; o bom Owen Wilson, que recentemente se envolveu com os tóchico e até tentou se matar, mas que fora isso fez filmes bons também como Penetras Bom de Bico e Entrando Numa Fria; e o melhor e mais esquisito deles, Jason Schwartzman. Esse tem o dom. Eu tinha visto A Garota da Vitrine com ele e sua atuação já tinha me chamado a atenção, e com essa de agora ele confirmou que é bom.

Coppola usou a mesma sutileza no roteiro quanto a sua irmã, Sofia, usou no fantástico e inigualável Encontros e Desencontros. A diferença é que ele, na comédia. Ela, no drama/romance.

O filme é precedido por um curta chamado Hotel Chevalier que mostra o personagem de Schwartzman num quarto de hotel em paris com sua namorada, interpretada pela minha futura ex, Natalie Portman. Esse curta ajuda a preencher algumas lacunas do longa (o filme, não o Filipe). O que se segue depois daí é uma tragicomédia representada pelos 3 irmãos numa viagem de trem pela Índia, onde os problemas vão desabrochando numa tentativa de união que foi perdida 1 ano antes, quando o pai morreu. Além de buscar a paz espiritual, um outro objetivo da viagem é encontrar a mãe, que se enfiou num mosteiro.

Na primeira metade o filme é meio non-sense, mas quando ele começa a se desenvolver, se torna agradável ao ponto de querer ver de novo a primeira parte pra buscar elementos que ficaram pra trás.

A fotografia também é fantástica. Boa parte do filme se passa dentro de um vagão de trem, mas ao invés de comprometer, isso deu um tom especial às cores e enquadramentos. E a trilha sonora também encontra perfeita sintonia com as cenas.

No fim das contas, dou-lhe meu 8,0.

17
Abr

Juno/Comédia

Ok, agora sim. O melhor filme que vi esse ano. De longe.

Tudo se encaixa na expectativa que se está de ver o filme. Canso de dizer isso. Apesar de ler resenhas muito boas sobre ele, tinha um pé atrás ainda.

E que surpresa boa eu tive. Uma idéia tão bobinha, despretensiosa, conseguiu se transformar num filme tocante e engraçado. Uma adolescente de 16 anos que engravida e sem saber o que fazer, resolve doar o bebê a um casal que não consegue ter filhos. Não sei se pelas atuações, ou pelo roteiro, ou pela fotografia, ou pela direção, ou pela simplicidade. Sei que achei o filme fantástico.

Eu já tinha visto a Ellen Page em ação em Menina Má.com e tinha achado bem foda, só que demorei a perceber que a Juno era ela. Ou que ela era a Juno. Enfim, ela só me confirmou que é foda. Só espero que ela não vá cheirar maconha e fumar cocaína que nem uma Lindsay Lohan da vida. O Michael Cera, o carinha, também é bom. Ele fez Superbad . Além dos dois o filme ainda tem a Jennifer Garner e o Jason Bateman. Bateman, e não Batman.

E ah, cara! A trilha sonora é Fascinante. Abaixo, ao invés do trailer, vai uma cena que te faz sair do cinema cantando.

Então, dos 3 filmes que vi concorrentes ao Oscar, Juno tá ganhando de loooooonge. Ainda preciso ver Desejo e Reparação e Sangue Negro. Sangue Negro me disseram que é lento também, então acho que nem vai ganhar. Minha esperança é Desejo e Reparação mesmo.

17
Abr

Oscar Áleo

Eu ia falar sobre Juno, mas antes vou fazer um resumão dos outros dois filmes que vi e que concorreram ao Oscar de melhor filme:

Onde Os Fracos Não Têm Vez. Li maravilhas sobre o filme. A Playboy, sempre rigorosa (chata) com os filmes, deu a maior classificação da revista pra ele. No mesmo mês a Superinteressante fez o mesmo. A Época o colocou lá em cima. Pra coroar todas essas críticas, veio o Oscar.

O que podia fazer? Aguardar ansioso pra ver, né?! E eis que numa bela sexta-feira estréia em Joinville o filme mais aguardado por mim. Fui empolgadasso assistir.

Foi como pagar pela Flávia Alessandra e ter que comer a Hebe. Decepção total. Tudo bem, o filme não é péssimo. É interessantezinho, legalzinho. Só. O que dá um pouco mais de brilho pra produção dos Coen é a atuação do Javier Barden, vencedor do Oscar de melhor ator coadjuvante. E diga-se de passagem, eu não entendi o porquê dele, Barden, que manda no filme, ser classificado como coadjuvante e o Tomy Lee Jones, que não fede nem cheira nesse papel, ser o tal ator principal. Tipo, não sei o critério que usam nisso. Coisas de Hollywood.

Na verdade bem verdadeira, eu tenho pra mim que Onde Os Fracos Não Têm Vez tem alguma coisa muito além do que eu possa entender. É até triste isso, porque me senti meio ignorante quando o filme acabou. Meio frustrado por não ter achado o melhor filme da minha vida, como eu esperava que fosse.

Merece, sei lá, no máximo um 7,0 pela decepção que me causou.

O outro que vi foi Conduta de Risco. Esse já é melhor. Não gosto muito de filmes lentos, mas esse é bom. Final legal e tals. Manjadinho, mas legal. George Clooney manda altos bem, eu digo. O Tom Wilkinson destrói também. Ele sempre faz uns papéis meio que qualquer um podia fazer, mas nesse ele consegue mostrar que tem a manha e tals. Enfim, depois de broxar com Onde Os Fracos Não Têm Vez, Conduta de Risco até que mereceu a indicação.

Consegue sair com um 8,0.

Abaixo, os dois trailers.

Onde Os Fracos Não Têm Vez

Conduta de Risco

17
Abr

Volver

Não, não estou aqui pra falar do último do Almodóvar.

Estou aqui pra dizer que após 142 dias, voltei. Espero que pra ficar. Preciso vencer a preguiça. De verdade.
Não, não parei de ver filmes. Pelo contrário. Vi filmes marvilhosos - e outros nem tanto - nesse longo hiato. À medida que for achando necessário, vou citando-os aqui.

Preciso me reacostumar com a mecânica do blog. Tá tudo mudado aqui no WordPress. Daqui a pouco eu pego o jeito.

Mas é isso. Não quero me extender aqui. Vou logo ao que interessa. :)

Obrigado.

26
Nov

1408 / Terror

O filme veio classificado como terror, mas não é terror de monstros malígnos babando sangue. É terror psicológico. Daqueles agoniantes mesmo.

A história original é um conto do Stephen King, onde um escritor metido a ‘desvendador de mistérios’ descobre que há um quarto num hotel em Nova York que é amaldiçoado. Ninguém nunca saiu vivo de lá. Como bom caça-fantasmas que é, resolve se hospedar no quarto. E é aí que a loucura começa. Fantasmas, alucinações, distúrbios… Não há como contar do filme sem entregar, portanto vou parando aqui.

Tipo, tem uma hora no filme que você pensa: ‘puta merda, era isso?’ e aí bate uma desilusão fudida com tudo que você esperava da história. Mas não termina aí, meu garoto ou minha garota. Nessa hora é que tudo começa.

O final é legal. Eu achei que tinha sido bem massa, mas depois que vi o final alternativo no Youtube, vi que não era tãããão massa assim, e que esse alternativo era beeeeem melhor e mais fiel ao conto original, pelo que me consta. Mas enfim.. o diretor preferiu lançar o outro. Paciência.

No elenco tem 2 dos caras que entram no meu top 10 de atores: John Cusack e Samuel L. Jackson. É massa ver a diferença entre um caipira pobre sem dente que o Samuel interpreta em Entre o Céu e o Inferno e o dono do hotel de luxo nesse 1408. Nessas horas que se reconhece um ator do caralho.

Outra coisa curiosíssima do filme é a alusão que fazem ao número 13. Se você ainda não assistiu, deixe pra ler essa parte aqui embaixo depois que assistir. Não que vá estragar muita coisa, mas fará muito mais sentido se você ja tiver visto. Aqui agora rola um ctrl+c ctrl+v da comunidade do 1408 no Orkut.

-O título do filme 1408, tem sua soma igual a 13: (1+4+0+8=13)

-O quarto 1408 fica no 13º andar, porque nos EUA é costume não existir o 13º andar, assim sendo o 14º andar é, de fato, o 13º.

-De acordo com o gerente Olin, o hotel foi inaugurado em 1912: (1+9+1+2=13)

-Em uma das cenas a temperatura do quarto mostra 45-40: (4+5+4+0=13)

-Mike abre a bíblia em Samuel 2 capítulo 11: (2+11=13)

-Quando Mike alerta Lily para chamar a polícia, diz que está no endereço 2254 Lexington: (2+2+5+4=13)

-Mike afirma ser fã do time de Basebol Chicago White Sox, o nome White Sox foi adotado em 1903: (1+9+0+3=13)

-A música que toca no rádio do quarto, “We’ve Only Just Begun”, é da banda The Carpenters que tem 13 letras.

Outra boa relação: o nome do Whisk que o Mike toma é “Las 57 muertes” e, nos registros do hotel, foram catalogadas 56 Mortes. Presume-se que a 57° seria do próprio Michael Enslin que, por sinal, tem 13 letras.

É isso, então. Vale altos a pena assistir. Dou um 9,5.

26
Nov

Possuídos - Bug / Suspense

Há tempos não assistia um filme tão pirante. Indicação do Rafael, eu demorei um pouco pra saber se eu tinha gostado ou não do filme.

A história é sobre uma mulher fudida na vida que vive sozinha e conhece um cara que é ex-combatente da Guerra do Golfo. Só que uma galera de insetos começam a infernizar a vida deles.

Contando assim, se imagina insetos gigantes peçonhentos voando atrás deles, mas não tem nada disso. A questão do filme é muito mais psicológica do que visual.  O mundo de alternativas que  o filme propõe te faz buscar respostas em todo canto. Eu assisti o filme na quinta, acho, e tô até hoje pensando nele. Tipo, buscando resoluções. Não que seja um fime que te pensar pra caraaaaaaaaaalho. Não. Ele deixa dois caminhos pra você seguir no fim, a sua única missão é escolher um. Só que o difícil é isso. E não adianta: pelo que vi na comunidade do filme no Orkut, a galera tá bem dividida, e por mais que um tente mudar a cabeça do outro, não funciona. Falta argumentos, pra ambos os lados.

No elenco, o casal principal é composto pelo Michael Sannon e pela Ashley Judd, que fez Crimes em Primeiro Grau e Alguém Como Você.

Pra quem ainda não viu o filme, termino aqui o post com boas recomendações. Vale um 9,0. Abaixo do trailer, segue um texto pra quem já viu o filme.

Pra quem já viu, segue abaixo a minha visão:

Por um lado eu defendo a questão do cara ser paranóico e ‘transmitir’ essa paranóia pra mulher. Isso é meio estranho, pois paranóia não se pega. Ainda mais assim, do dia pra noite como supõe o filme. Essa é o melhor argumento de quem defende a tese de conspiração. Além do que, a tal conspiração é muito bem detalhada pelo cara. A questão do ex-marido dela sair da prisão mais cedo, mesmo após ter cometido assassinato e tals. Na verdade o filme todo leva pro lado da conspiração, mas a parada do ser humano sempre  querer buscar algo a mais nas coisas, nos leva pra paranóia do cara. Na realidade eu não tenho uma visão formada ainda. Pra mim é um filme com duas resoluções. E independente de qual for a ‘verdadeira’, o filme continua sendo ótimo.

26
Nov

Superbad - É hoje / Comédia

Segunda feira. Novo dia, nova semana, nova vida bloguística. Hahaha. Apóós looonga pausa, volto a postar aqui. Não, não fiquei sem ver filmes esse tempo todo. Assisti vááários, mas uma coisa que me atormenta a vida toda, não me deixou postar: a preguiça. Mas agora resolvi enfrentá-la e voltar firme e forte. Hahaha.

Vou atualizando na medida do possível.

Recomeço com a comédia Superbad. É a terceira parte da ‘trilogia’ que conta, além desse, com O Virgem de 40 Anos e Ligeiramente Grávidos. Tipo, só na minha cabeça que é trilogia, porque uma história não tem nada a ver com a outra, mas o jeito que elas são contadas são de forma similar, além de ter o mesmo diretor ou roteirista, não lembro (descobri que é do mesmo produtor). Ah, e a grande parte dos mesmos atores.

Então.. pra mim, dos 3, esse é o segundo melhor. Achei Ligeiramente Grávidos aaltos bom. Tipo, pela questão de ter a parada romântica mais desenvolvida e tals. Superbad, não. Esse é comediazona escrachada mesmo. 3 amigos que não são nada populares na escola se encarregam de conseguir as bebidas da festa da guria mais gata e pop do colégio, só pra ganhar uma moral e tentar dar umazinha no fim da noite. Só que tipo, a rapaziada é toda de menor e vai acontecendo várias coisas que fodem a vida deles.

É uma parada meio manjada, mas é engraçado. É uma comédia pura, sem a forçação de barra que rola na maioria dos outros filmes do gênero.

O elenco é composto pelo Jonah Hill, que tá em Ligeiramente Grávidos, Michael Cera, e um outro moleque chamado Christopher Mintz-Plasse que manda muito bem no papel de um coió que passa o dia com 2 policiais, interpretados pelo Seth Rogen, que é o principal de Ligeiramente Grávidos e pelo Bill Hader.

Se tá afim de rir, vale a pena assistir.

Vai com um 8,5 no meu conceito.

07
Nov

Tá Dando Onda / Surf’s Up - Animação

As animações que vêm saindo nos cinemas ultimamente têm sido melhores que essas comédias meia-boca que têm por aí. Elas se apresentam como filmes infantis, mas no fundo tem um humor muito mais ’sério’, se é que isso existe. Eu gostei bastante de Os Sem-Floresta, Os Incríveis, A Fuga das Galinhas. E até desenhos mesmo, os mais recentes da Disney, são bons. A Nova Onda do Imperador é muito bom. Nem Que a Vaca Tussa também é do caralho. Se bem que esses nem são tão recentes, né? Sem contar os antigos, clássicos que marcaram minha infância. O ruim dos mais antigos é que era muito continho de fada. Eu gostava, mas é porque eu era criança e meio que tinha obrigação de gostar. A Bela Adormecida, A Bela e a Fera, Cinderela… essas parada tudo de princesa era meio enjoado. Muita cantoria e tals. Começou a mudar com Aladdin, eu digo. O trio Gênio/Abu/Tapete trazia muito humor pro filme, algo que era bem raro de ver nos desenhos da Disney daquela época. E de lá pra cá foi melhorando. Pelo menos dos que eu vi. Mas imagino que Pocahontas e Mulan, que saíram depois de Aladdin, acho, era tão chatos quanto os outros contos de fadas. Enfim…

Então, voltando ao Tá Dando Onda, é um filme legal. Tipo, apesar de ter um humor mais engajado, o teor da história é, sim, voltado pra criançada. Lições de moral e papapa. Mas é massa de ver. Da pra dar umas risadas boas com o João Frango. Numa terça-feira sem vontade de ir pra aula e sem opções no cinema, vale a pena. Não supera Os Incríveis e nem Os Sem-Floresta, mas coloco no mesmo nível de Madagascar. :)

Ah, a trilha sonora é aaaaaltos boa. De verdade.

Vai com um 7,0, eu digo.

05
Nov

O Ex Namorado da Minha Mulher / The Ex - Comédia

É o que eu sempre digo: comédias românticas são todas iguais. Hoje quando eu fui alugar, perguntei pra Morgana, da Magic, se era bom. Ela disse: ‘ah, é gostoso de ver, não precisa pensar muito’. Pronto. Definiu bem. Às vezes é bom ver um filme sem compromisso, sem ter que ficar matutando por muito tempo tentando descobrir o que ocasionou tal coisa, tentando desvendar mistérios e tudo mais. Assistir mesmo por puro entretenimento.

Pra falar a verdade esse não é uma comédia tããão romântica assim. Só um pouquinho. É engraçada, mas nada de ‘oh meu Deus, que filme engraçaaaaaaado!’. Tem tiradas boas de humor negro e eu curto pra cacete isso. Mas só. A história é legalzinha, basicona. O casal resolve voltar pra cidade natal da mulher e lá ela reencontra o ex-namorado, que é tetraplégico e um premiado publicitário da agência onde o atual marido vai trabalhar. O ex faz de tudo pra sabotar o atual, tanto no trabalho quanto na vida pessoal. É bobo, mas vale a 1 hora e meia que gastei vendo. O final é o final normal de toda comédia romântica. E mesmo que eu não contasse, vocês perceberiam isso com 10 minutos de filme. O ponto alto é quando, na última cena, começa a tocar The Magic Numbers. Essa banda é fantástica!

Na verdade verdadeira mesmo, eu aluguei mais pela Amanda Peet que, junto com a Elisha Cuthbert, eu considero a mais linda de Hollywood. Sério. Nossa. Ela é muito linda. Haha. O atual marido dela no filme é o Zach Braff, que fez Um Beijo a Mais, e o ex é o Jason Bateman.

Enfim, vai com um 7,0.

05
Nov

Entre o Céu e o Inferno / Black Snake Moan - Drama

Quando ouvi falar desse filme e vi o trailer fiquei com altas expectativas pra ver. Samuel L. Jackson e Christina Ricci no elenco, além do Justin Timberlake. Era pra ser ótimo.

A história é sobre uma menina que é uma putinha. Mas não por querer, e sim porque ela tem um distúrbio que a faz querer dar pra todo mundo a qualquer hora e em qualquer lugar. Interiorzão fudido, ela namorava o Justin, mas dava pra todo mundo mesmo assim e ele foi lutar na guerra, ou algo parecido e obviamente nenhum cara da cidade a respeitava. Um belo dia (na verdade nem tão belo assim) o Samuel encontra ela largada no meio da estrada, quase morrendo, e leva ela pra casa. Ao perceber o problema dela, ele a acorrenta e meio que faz ela enfrentar esse problema e tals. Ele também tem problemas pessoais porque a ex-mulher dele o trocou pelo seu irmão (o dele, e não o dela). Aí junta ele na deprê fudida e ela idem e um ajuda o outro. Tipo, parece clichezão, mas a forma que é contada é legal até. O que fode é o final, que é bem meia boca.

A trilha sonora é altos do caralho. Só rola blues do começo ao fim.

Mas de qualquer forma o filme não me fez gostar dele. Talvez pela questão da expectativa, que eu já disse em outro post. Queria muito ver e não correspondeu. Sendo assim, o considero fraco.

Voltando ao elenco, os 3 mandam bem. O Samuel L. Jackson mesmo, meu Deus. O cara detona em qualquer tipo de filme, eu digo. E a Christina Ricci também sempre manda bem. O Timberlake tá massa também, mas ainda prefiro a atuação dele em Alpha Dog.

Merece um 7,0, mas como aparecem peitinhos, vai com 7,5. Haha.

30
Out

Jogos Mortais IV / Saw 4 - Terror

Há alguns posts atrás, em Os Mensageiros, eu afirmei não gostar de filme de terror pelo fato de serem todos basicamente iguais, né?! Pois bem, isso explica o fato de eu gostar bastante de toda a série de Jogos Mortais. Ele se propôs a ser diferente desde o primeiro filme. Não tem aquele lance de os bonzinhos passarem o filme inteiro quase morrendo e no final, numa reviravolta fantástica, sobreviverem. O enredo é sensacional e eu desafio qualquer um que tenha visto o filme a me dizer que não disse um “OH MEU CARALHO!” quando chega o final, tanto do I quanto do II. O terceiro eu já não achei tãããão bom, mas ainda merece minha consideração, com certeza.

Mas vamos falar do quarto filme. Antes, pra quem não viu o filme, preciso dizer que essa é uma série contínua. Você tem que ver o 1 pra entender o 2, o 2 pra entender o 3, e o 3 pra entender o 4.

Nesse último muitas coisas são explicadas. A vida do Jigsaw, o ‘assassino’, é contada de uma forma mais completa. Na verdade, eu percebi que a cada filme mais do passado dele é contado, mas na ordem contrária. No primeiro tudo o que falam da vida dele é mais recente, e a cada filme vai aprofundando mais no passado dele. A trama se desenvolve mais ou menos da mesma forma que os outros. Você vai tentando matar a charada aos poucos, tentando montar o quebra-cabeça. É bom ver com alguém, que aí tu vai juntando suas peças com as das pessoas, tals. Rola uma interação.

Esse é também o mais confuso dos 4, mas quando tu entende tu fica meio de cara e com a certeza de que o 5º filme será tão bom quanto os outros, porque se por um lado o 4º preenche muitas lacunas deixadas nos 3 anteriores, por outro ele abre outras a serem preenchidas.

Os 4 filmes têm  cenas repugnantes, de acabar com qualquer estômago mais fraquinho. Só que acontece o contrário d’ O Albergue, que tem cenas tão assustadoras quanto, mas tem uma historinha bem meia boca. Essas cenas fortes de Jogos Mortais serve pra dar mais realismo à fantástica história.

É raríssimo uma série chegar ao seu 4º ‘episódio’ e manter a qualidade como aconteceu com esse. Eu não consigo me lembrar de nenhum. Principalmente no gênero de terror. Até mesmo os que vão só até o 3º. A qualidade é inversamente proporcional à quantidade, na maioria dos casos.

Aconselho a todos que não viram ainda, que aluguem os 3 primeiros e assistam num final de semana e num dominguinho a noite assistir ao 4 no cinema.  Não se arrependerão. Certeza.

Pro 4 eu dou um 9,5. Pro 1 eu dou um 10,00. Pro 2 eu dou um inédito 9,9 e pro 3, que é o menos bom, na minha opinião, um 9,0.

26
Out

Reine Sobre Mim / Reign Over Me - Drama

Vi o trailer ha um tempo atrás, fiquei com vontade de ver, mas esqueci. Eis que passeando pela locadora me deparo com o filme. Nem fiquei com vontade de olhar outros. Fui direto pro balcão e depois direto pra casa assistir. Não rolou. Meu pai tava vendo TV, eu dormi, acordei e só então fui ver. Não sei porque essa vontade tão grande de ver. Talvez por curiosidade de ver o Adam Sandler estrelando um drama. Confesso que sou fã do cara. Não era.  A Herança de Mr. Deeds foi o primeiro filme que vi com ele, acho, e não gostei, mas depois de Como Se Fosse A Primeira Vez e Click, não tem como não gostar dele. Mas como um cara que é foda em comédia se sairia num drama tão profundo como Reine Sobre Mim? Alguns diriam que ele surpreende, mas pra mim não é surpresa. Já esperava que ele ia destruir. E assim o fez, contracenando com o não menos brilhante Don Cheadle, de Hotel Ruanda.

Falando um pouco de atores agora, depois volto ao filme. É interessante ver como atores tipicamente de comédia se saem em filmes mais sérios. O desafio que é proposto consegue desvendar uma versatilidade incrível e que jamais imaginamos. Ashton Kutcher em Efeito Borboleta; Will Smith em A Procura da Felicidade; e agora o Adam Sandler. Acho legal diretores apostarem nisso. Acaba dando um algo a mais pro filme.

Voltando ao título, a história é sobre um cara bem resolvido (Adam Sandler) que perde a mulher e as 3 filhas num acidente de avião, que por sinal é o do 11 de setembro. A partir daí então ele sofre um bloqueio pós-traumático e desenvolve um tipo de autismo. Se afasta de tudo e todos que o façam lembrar da família, como se apagasse aquela parte da memória. Então um belo dia, andando pelas ruas, seu ex-colega de quarto na faculdade (Don Cheadle) o encontra e começa a remontar a amizade. Ele é um dentista que ganha bem e é bem casado, mas vive conflitos internos também. O foco principal é a ajuda que o personagem do Don Cheadle dá pro do Adam Sandler, mas percebe-se também o contrário. A mudança na vida do dentista depois que ele se envolve com o antigo amigo. O valor que ele passa a dar a certas coisas. E no elenco ainda tem a Liv Tyler, como psiquiatra.

As cenas mais emocionantes ficam guardadas mais pro final. Elas acabaram por fortalecer ainda mais a boa história que o filme propõe. Acabei de assistir há uns 20 minutos e ainda tô com um nó na garganta.

Tipo, a única coisa que eu achei meio forçada no filme é o fato do drama todo ser em cima do atentado terrorista de 11 de setembro. O diretor ainda faz isso de forma sutil, mas acaba pregando toda a imagem de vítima dos Estados Unidos no retrato do personagem principal. Ele quer fazer você sentir pena não só do cara, mas de ‘toda uma nação que foi brutalmente atacada’ (sic).

Se a história corresse em torno de um acidente qualquer, valeria um 9,5, mas essa forçada de barra pra mim acaba tirando um pouco da real beleza da trama.

No final, vai com um 9,0.

E ah, a trilha sonora é MUITO boa. É meu próximo CD a ser baixado, com certeza.

24
Out

Ligeiramente Grávidos / Knocked Up - Comédia

Noite de terça ociosa, não consegui minha vaguinha no Workshop da faculdade. O que fazer? Cinema! Sozinho. Curto altos ir no cinema sozinho. Consigo me concentrar mais no filme, sem ter que pensar em alguma coisa pra falar com quem tá comigo. Eu falo pra caralho vendo filmes.

Então, tava com vontade já de ver esse filme e aproveitei a oportunidade. Filme bom. Melhor do que eu esperava. São dos mesmos produtores e com boa parte do elenco de O Virgem de 40 Anos, que eu também me surpreendi positivamente. E o final da ‘trilogia’ vai vir com Superbad, que tô altos afim de ver já.

Eu gosto muito de filmes que jogam minhas emoções de um lado pro outro. Que me fazem rir pra caralho numa cena, e quase me fazem chorar em outra. Quando ele faz isso despretensiosamente, melhor ainda. Esse filme se enquadra nisso. Três outros ótimos exemplos é Como Se Fosse A Primeira Vez, Click e O Amor Não Tira Férias.

A história é sobre um gordo feio que pega uma loira linda numa noite em que ficam bêbados, come e 2 meses depois recebe dela a notícia que vai ser pai. E aí começa uma saga danada, com brigas, choros, risos e forçações de barra deles, dos personagens, e não do filme. Tá, vai.. o filme também força um pouquinho. Mas só um pouquinho. E no final, pra variar.

A guria que faz é a Katherine Heigl. Ela é muito gata, cara. Tipo, 126%! Ela parece altos a atriz que fez Extreme Days. Eu tive certeza que era enquanto assistia, mas o Google me decepcionou ao me mostrar a verdade. Não, não é a mesma. Em compensação, descobri que meu amor por ela é antigo já. Ela fez Meu Pai Herói e eu lembro direitinho que quando eu assisti, aos 10 anos de idade, eu achei ela muito linda. Mas nem sabia que ela era ela. Saca? Haha.

O par dela é o Seth Rogen, que fez lá o Virgem de 40 Anos. Altos bom o cara. Manda benzasso mermo. E passa metade do filme fumando maconha. Ê laiá!  Aparecem alguns atores famosos no filme ainda, mas só com pequenas pontas no papel deles mesmo. É o caso do Steve Carrell e do James Franco.

Eu digo que é altos massa quando atores fazem papéis deles mesmo nos filmes. Tipo o Bruce Willis em 12 Homens e Outro Segredo. Tem outros, mas nem lembro agora.

Enfim, leva um merecido 8,5 da minha humilde pessoa.

Gostaram do novo visual do blog? Críticas? Sugestões?
23
Out

Nomes traduzidos

Se tem uma coisa que me incomoda pra caralho, é a tradução de títulos de filmes aqui no Brasil. Não é só o fato de inventar o nome mais brega possível. É também o fato de NÃO ter porquê mudar. The Reality Of Love, que é sobre um Reality Show, se transforma em O Jogo do Amor. E Fever Pitch se transforma em Amor Em Jogo. É uma criatividade que me impressiona. Sem contar Wimbledon, que é simplesmente Wimbledon e um infeliz enfiou um O Jogo do Amor depois de um hífen. Isso só dos que eu sabia de cor. Dando uma rápida pesquisada vi que The Only Game In Town foi transformado, sem a menor cerimônia, em Jogo de Paixões. E olha que o filme é de 1970… Ou seja, a breguisse é mais antiga e preocupante do que parece.

Aqui nesse mesmo blog, vimos Everything You Want virar A Arte do Amor; vimos Old School mudar para Dias Incríveis; What Lies Beneath vira Revelação sem nem nos dar satisfação; e Boys And Girls tenta passar desapercebido por Amor ou Amizade.

É nessas horas que você vê se um filme foi trazido ao Brasil com mero intuito comercial ou não. Do mesmo jeito que Hitch sofre um acréscimo de O Conselheiro Amoroso pra ser mais entendível e aceito, Donnie Darko e Alpha Dog, por exemplo, mantêm suas fiéis identidades, pouco se fudendo pro que as pessoas vão pensar do título.

Fiquei pensando se as produtoras que trazem e inventam esses nomes toscos em português fossem as mesmas que trouxessem Donnie Darko e Alpha Dog. Que nome elas inventariam? O primeiro poderia ter um enxerto de - O Menino Especial; ou então - O Poderoso Menino; ou pra não fugir do básico - O Jogo do Menino do Amor. Hahaha. Alpha Dog sofreria uma mutação pra O Salafrário ou talvez O Procurado. Ó, já posso pedir um emprego nessas produtoras. Vocês têm mais sugestões? Deixem aí. Hahaha.

Se eu fosse falar de todos aqui, daria umas 1528 páginas desse blog.

O engraçado é que filmes que são levados pra países de língua espanhola não sofrem alterações nenhuma. São traduzidos do jeito certinho que o título original propõe. Eu amo pra caralho o Brasil, mas têm coisas aqui que são bizonhas. E ainda só tô falando no âmbito cinematográfico, sem me estender a outros temas.

Enfim, pra esses tradutores, dou um 0,0. Haha.

22
Out

O Jogo do Amor/The Reality Of Love - Comédia Romântica

Fui na Magic sábado e tudo que eu queria ver já tava locado. Fiquei com preguiça de procurar outro filme por conta própria e resolvi perguntar pra guria que trabalha lá, a Bárbara. Ela falou uns 50 que eu já tinha visto até que ela indicou esse O Jogo do Amor. Eu já cansei de ver esse filme lá, mas nunca tive vontade de pegar. E sábado eu também não tava afim, e até cheguei a falar que já tinha visto, pra desbaratinar, mas ela começou a falar do filme e eu fiquei sem o que falar e acabei cedendo, falando que tinha confundido com outro. Hahaha. Como ela é bonitinha e insistiu com jeitinho, resolvi trazer.

Tipo, eu gosto altos de comédia romântica, mas pra mim é tudo igual. Tipo filme de terror. A história central não muda muito. Meio Malhação, né. Tipo, 99% das comédias românticas são iguais, basicamente.

Essa conta sobre um cara que é ator famosão e tals, mas tá em decadência, e então seu agente e melhor amigo tem a idéia de fazer um reality show onde 15 mulheres ficam dentro de uma mansão realizando provas e a vencedora casa com o cara. E claro, o público que vota, no melhor estilo Big Brother.

Só que o foda é que o agente do cara se apaixona pela preferida do público. Aí, pa. A amizade vai pro ralo e tals e o final tenta ser surpreendente, mas nem foi pra mim se pa. É legal altos o final. Massa mermo. Mas não é aquela coisa que tu fica ‘ooooh!’. Tipo, talvez até fique uns 32%. E toca altos na parada de amizade verdadeira, pa. Curto isso.

O que é massa também no filme é que ele mostra os bastidores de um reality show. Toda a papagaiada que rola por trás, as edições tendenciosas, as ‘falcatruage’.

O elenco não é muito conhecido, com Jason PriestleyBradley Cooper e Emma Caulfield.

Vale um 7,5.




 

Julho 2008
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