Arquivo para Outubro, 2007

30
Out
07

Jogos Mortais IV / Saw 4 – Terror

Há alguns posts atrás, em Os Mensageiros, eu afirmei não gostar de filme de terror pelo fato de serem todos basicamente iguais, né?! Pois bem, isso explica o fato de eu gostar bastante de toda a série de Jogos Mortais. Ele se propôs a ser diferente desde o primeiro filme. Não tem aquele lance de os bonzinhos passarem o filme inteiro quase morrendo e no final, numa reviravolta fantástica, sobreviverem. O enredo é sensacional e eu desafio qualquer um que tenha visto o filme a me dizer que não disse um “OH MEU CARALHO!” quando chega o final, tanto do I quanto do II. O terceiro eu já não achei tãããão bom, mas ainda merece minha consideração, com certeza.

Mas vamos falar do quarto filme. Antes, pra quem não viu o filme, preciso dizer que essa é uma série contínua. Você tem que ver o 1 pra entender o 2, o 2 pra entender o 3, e o 3 pra entender o 4.

Nesse último muitas coisas são explicadas. A vida do Jigsaw, o ‘assassino’, é contada de uma forma mais completa. Na verdade, eu percebi que a cada filme mais do passado dele é contado, mas na ordem contrária. No primeiro tudo o que falam da vida dele é mais recente, e a cada filme vai aprofundando mais no passado dele. A trama se desenvolve mais ou menos da mesma forma que os outros. Você vai tentando matar a charada aos poucos, tentando montar o quebra-cabeça. É bom ver com alguém, que aí tu vai juntando suas peças com as das pessoas, tals. Rola uma interação.

Esse é também o mais confuso dos 4, mas quando tu entende tu fica meio de cara e com a certeza de que o 5º filme será tão bom quanto os outros, porque se por um lado o 4º preenche muitas lacunas deixadas nos 3 anteriores, por outro ele abre outras a serem preenchidas.

Os 4 filmes têm  cenas repugnantes, de acabar com qualquer estômago mais fraquinho. Só que acontece o contrário d’ O Albergue, que tem cenas tão assustadoras quanto, mas tem uma historinha bem meia boca. Essas cenas fortes de Jogos Mortais serve pra dar mais realismo à fantástica história.

É raríssimo uma série chegar ao seu 4º ‘episódio’ e manter a qualidade como aconteceu com esse. Eu não consigo me lembrar de nenhum. Principalmente no gênero de terror. Até mesmo os que vão só até o 3º. A qualidade é inversamente proporcional à quantidade, na maioria dos casos.

Aconselho a todos que não viram ainda, que aluguem os 3 primeiros e assistam num final de semana e num dominguinho a noite assistir ao 4 no cinema.  Não se arrependerão. Certeza.

Pro 4 eu dou um 9,5. Pro 1 eu dou um 10,00. Pro 2 eu dou um inédito 9,9 e pro 3, que é o menos bom, na minha opinião, um 9,0.

26
Out
07

Reine Sobre Mim / Reign Over Me – Drama

Vi o trailer ha um tempo atrás, fiquei com vontade de ver, mas esqueci. Eis que passeando pela locadora me deparo com o filme. Nem fiquei com vontade de olhar outros. Fui direto pro balcão e depois direto pra casa assistir. Não rolou. Meu pai tava vendo TV, eu dormi, acordei e só então fui ver. Não sei porque essa vontade tão grande de ver. Talvez por curiosidade de ver o Adam Sandler estrelando um drama. Confesso que sou fã do cara. Não era.  A Herança de Mr. Deeds foi o primeiro filme que vi com ele, acho, e não gostei, mas depois de Como Se Fosse A Primeira Vez e Click, não tem como não gostar dele. Mas como um cara que é foda em comédia se sairia num drama tão profundo como Reine Sobre Mim? Alguns diriam que ele surpreende, mas pra mim não é surpresa. Já esperava que ele ia destruir. E assim o fez, contracenando com o não menos brilhante Don Cheadle, de Hotel Ruanda.

Falando um pouco de atores agora, depois volto ao filme. É interessante ver como atores tipicamente de comédia se saem em filmes mais sérios. O desafio que é proposto consegue desvendar uma versatilidade incrível e que jamais imaginamos. Ashton Kutcher em Efeito Borboleta; Will Smith em A Procura da Felicidade; e agora o Adam Sandler. Acho legal diretores apostarem nisso. Acaba dando um algo a mais pro filme.

Voltando ao título, a história é sobre um cara bem resolvido (Adam Sandler) que perde a mulher e as 3 filhas num acidente de avião, que por sinal é o do 11 de setembro. A partir daí então ele sofre um bloqueio pós-traumático e desenvolve um tipo de autismo. Se afasta de tudo e todos que o façam lembrar da família, como se apagasse aquela parte da memória. Então um belo dia, andando pelas ruas, seu ex-colega de quarto na faculdade (Don Cheadle) o encontra e começa a remontar a amizade. Ele é um dentista que ganha bem e é bem casado, mas vive conflitos internos também. O foco principal é a ajuda que o personagem do Don Cheadle dá pro do Adam Sandler, mas percebe-se também o contrário. A mudança na vida do dentista depois que ele se envolve com o antigo amigo. O valor que ele passa a dar a certas coisas. E no elenco ainda tem a Liv Tyler, como psiquiatra.

As cenas mais emocionantes ficam guardadas mais pro final. Elas acabaram por fortalecer ainda mais a boa história que o filme propõe. Acabei de assistir há uns 20 minutos e ainda tô com um nó na garganta.

Tipo, a única coisa que eu achei meio forçada no filme é o fato do drama todo ser em cima do atentado terrorista de 11 de setembro. O diretor ainda faz isso de forma sutil, mas acaba pregando toda a imagem de vítima dos Estados Unidos no retrato do personagem principal. Ele quer fazer você sentir pena não só do cara, mas de ‘toda uma nação que foi brutalmente atacada’ (sic).

Se a história corresse em torno de um acidente qualquer, valeria um 9,5, mas essa forçada de barra pra mim acaba tirando um pouco da real beleza da trama.

No final, vai com um 9,0.

E ah, a trilha sonora é MUITO boa. É meu próximo CD a ser baixado, com certeza.

24
Out
07

Ligeiramente Grávidos / Knocked Up – Comédia

Noite de terça ociosa, não consegui minha vaguinha no Workshop da faculdade. O que fazer? Cinema! Sozinho. Curto altos ir no cinema sozinho. Consigo me concentrar mais no filme, sem ter que pensar em alguma coisa pra falar com quem tá comigo. Eu falo pra caralho vendo filmes.

Então, tava com vontade já de ver esse filme e aproveitei a oportunidade. Filme bom. Melhor do que eu esperava. São dos mesmos produtores e com boa parte do elenco de O Virgem de 40 Anos, que eu também me surpreendi positivamente. E o final da ‘trilogia’ vai vir com Superbad, que tô altos afim de ver já.

Eu gosto muito de filmes que jogam minhas emoções de um lado pro outro. Que me fazem rir pra caralho numa cena, e quase me fazem chorar em outra. Quando ele faz isso despretensiosamente, melhor ainda. Esse filme se enquadra nisso. Três outros ótimos exemplos é Como Se Fosse A Primeira Vez, Click e O Amor Não Tira Férias.

A história é sobre um gordo feio que pega uma loira linda numa noite em que ficam bêbados, come e 2 meses depois recebe dela a notícia que vai ser pai. E aí começa uma saga danada, com brigas, choros, risos e forçações de barra deles, dos personagens, e não do filme. Tá, vai.. o filme também força um pouquinho. Mas só um pouquinho. E no final, pra variar.

A guria que faz é a Katherine Heigl. Ela é muito gata, cara. Tipo, 126%! Ela parece altos a atriz que fez Extreme Days. Eu tive certeza que era enquanto assistia, mas o Google me decepcionou ao me mostrar a verdade. Não, não é a mesma. Em compensação, descobri que meu amor por ela é antigo já. Ela fez Meu Pai Herói e eu lembro direitinho que quando eu assisti, aos 10 anos de idade, eu achei ela muito linda. Mas nem sabia que ela era ela. Saca? Haha.

O par dela é o Seth Rogen, que fez lá o Virgem de 40 Anos. Altos bom o cara. Manda benzasso mermo. E passa metade do filme fumando maconha. Ê laiá!  Aparecem alguns atores famosos no filme ainda, mas só com pequenas pontas no papel deles mesmo. É o caso do Steve Carrell e do James Franco.

Eu digo que é altos massa quando atores fazem papéis deles mesmo nos filmes. Tipo o Bruce Willis em 12 Homens e Outro Segredo. Tem outros, mas nem lembro agora.

Enfim, leva um merecido 8,5 da minha humilde pessoa.

Gostaram do novo visual do blog? Críticas? Sugestões?
23
Out
07

Nomes traduzidos

Se tem uma coisa que me incomoda pra caralho, é a tradução de títulos de filmes aqui no Brasil. Não é só o fato de inventar o nome mais brega possível. É também o fato de NÃO ter porquê mudar. The Reality Of Love, que é sobre um Reality Show, se transforma em O Jogo do Amor. E Fever Pitch se transforma em Amor Em Jogo. É uma criatividade que me impressiona. Sem contar Wimbledon, que é simplesmente Wimbledon e um infeliz enfiou um O Jogo do Amor depois de um hífen. Isso só dos que eu sabia de cor. Dando uma rápida pesquisada vi que The Only Game In Town foi transformado, sem a menor cerimônia, em Jogo de Paixões. E olha que o filme é de 1970… Ou seja, a breguisse é mais antiga e preocupante do que parece.

Aqui nesse mesmo blog, vimos Everything You Want virar A Arte do Amor; vimos Old School mudar para Dias Incríveis; What Lies Beneath vira Revelação sem nem nos dar satisfação; e Boys And Girls tenta passar desapercebido por Amor ou Amizade.

É nessas horas que você vê se um filme foi trazido ao Brasil com mero intuito comercial ou não. Do mesmo jeito que Hitch sofre um acréscimo de O Conselheiro Amoroso pra ser mais entendível e aceito, Donnie Darko e Alpha Dog, por exemplo, mantêm suas fiéis identidades, pouco se fudendo pro que as pessoas vão pensar do título.

Fiquei pensando se as produtoras que trazem e inventam esses nomes toscos em português fossem as mesmas que trouxessem Donnie Darko e Alpha Dog. Que nome elas inventariam? O primeiro poderia ter um enxerto de - O Menino Especial; ou então - O Poderoso Menino; ou pra não fugir do básico – O Jogo do Menino do Amor. Hahaha. Alpha Dog sofreria uma mutação pra O Salafrário ou talvez O Procurado. Ó, já posso pedir um emprego nessas produtoras. Vocês têm mais sugestões? Deixem aí. Hahaha.

Se eu fosse falar de todos aqui, daria umas 1528 páginas desse blog.

O engraçado é que filmes que são levados pra países de língua espanhola não sofrem alterações nenhuma. São traduzidos do jeito certinho que o título original propõe. Eu amo pra caralho o Brasil, mas têm coisas aqui que são bizonhas. E ainda só tô falando no âmbito cinematográfico, sem me estender a outros temas.

Enfim, pra esses tradutores, dou um 0,0. Haha.

22
Out
07

O Jogo do Amor/The Reality Of Love – Comédia Romântica

Fui na Magic sábado e tudo que eu queria ver já tava locado. Fiquei com preguiça de procurar outro filme por conta própria e resolvi perguntar pra guria que trabalha lá, a Bárbara. Ela falou uns 50 que eu já tinha visto até que ela indicou esse O Jogo do Amor. Eu já cansei de ver esse filme lá, mas nunca tive vontade de pegar. E sábado eu também não tava afim, e até cheguei a falar que já tinha visto, pra desbaratinar, mas ela começou a falar do filme e eu fiquei sem o que falar e acabei cedendo, falando que tinha confundido com outro. Hahaha. Como ela é bonitinha e insistiu com jeitinho, resolvi trazer.

Tipo, eu gosto altos de comédia romântica, mas pra mim é tudo igual. Tipo filme de terror. A história central não muda muito. Meio Malhação, né. Tipo, 99% das comédias românticas são iguais, basicamente.

Essa conta sobre um cara que é ator famosão e tals, mas tá em decadência, e então seu agente e melhor amigo tem a idéia de fazer um reality show onde 15 mulheres ficam dentro de uma mansão realizando provas e a vencedora casa com o cara. E claro, o público que vota, no melhor estilo Big Brother.

Só que o foda é que o agente do cara se apaixona pela preferida do público. Aí, pa. A amizade vai pro ralo e tals e o final tenta ser surpreendente, mas nem foi pra mim se pa. É legal altos o final. Massa mermo. Mas não é aquela coisa que tu fica ‘ooooh!’. Tipo, talvez até fique uns 32%. E toca altos na parada de amizade verdadeira, pa. Curto isso.

O que é massa também no filme é que ele mostra os bastidores de um reality show. Toda a papagaiada que rola por trás, as edições tendenciosas, as ‘falcatruage’.

O elenco não é muito conhecido, com Jason PriestleyBradley Cooper e Emma Caulfield.

Vale um 7,5.

19
Out
07

Invencível/Invincible – Drama

Enrolei 2 dias pra ver o filme. Era pra ter devolvido na quarta e só hoje, na madrugada de quinta pra sexta, que eu resolvi assistir.  Já tinha visto o trailer e gostado bastante, então realmente não sei porque não quis assistir anteontem e ontem. Enfim..

A história é uma biografia de Vincent Papale, torcedor do Philadelphia Eagles que com 30 anos, e sem nada a perder, participou de um ‘peneirão’ pra ser jogador do time de futebol americano.

O filme é altos emocionante, eu digo. Além da questão do cara correr atrás do sonho e tals, ainda rola um sentimento de amizade muito forte com os brothers dele. É foda. Eu sempre me emociono vendo filmes que falam de amizade. Ainda mais quando é história real e tals. Hoje mesmo quase chorei, cara. Mas deve ser porque eu to num dia emo também. Hahaha. Foi assim também com Habana Blues, filme que tá no meu TOP 10 e que eu devo relatar aqui em breve.

A parada é que eu sempre me coloco dentro do filme, saca? Eu não consigo ver um filme e não me colocar no lugar de cada personagem. Talvez por isso eu goste tanto de tantos filmes.

E é inevitável deixar de fazer uma comparação entre o Eagles e o meu GALO. Na época do filme (anos 70) o Eagles, que sempre teve tradição, só se fode. Perde altas partidas, mas a torcida, apaixonadassa, não pára de comparecer ao estádio e não deixa de amar o time. E eu sei que ainda vou ver meu GALO campeão brasileiro! E estarei no Mineirão nesse dia.

Paixão por um time é uma coisa inexplicável, né? Você troca de mulher, de emprego, de religião, de partido político (tá até na moda), mas não muda de time. E se você mudou, é uma exceção à regra. Até o cara mais durão do mundo, aquele chefe da favela que não teme ninguém, chora de tristeza quando o time é rebaixado ou de alegria quando ele é campeão.

Enfim.. no elenco tem o Mark Wahlberg, que fez Os Infiltrados e o Greg Kinnear, o mesmo do Melhor É Impossível, além da linda Elizabeth Banks.

E a trilha sonora é do grande caralho.

O filme leva meu 9,5.

18
Out
07

Os Mensageiros/The Messengers – Terror

Nunca fui muito fã de filmes de terror. A maioria deles é igual, mudando só o tipo do ‘monstro’, por assim dizer. Mas a história nunca muda. Rafael me liga na terça chamando pra ir assistir. Não tinha aula, não tinha mais o que fazer, fui.

Não tem muito o que falar do filme. É uma família que sai de Chicago pra ir morar numa casa abandonada no meio do mato. A casa é mal-assombrada. A família começa a se assustar e no fim tudo se explica. Basicão.

Vale a pena pagar 4 pila pelos sustos. Rola uns sustos massa assim, pra ativar a adrenalina. Mas só. Pelo filme em si, não vale.

A guria que faz o filme é a mesma que fez a filha da Jodie Foster no Quarto do Pânico. Ela cresceu. Tá um pitelzinho. Hmmm!

No fim, merece um 6,5.

P.S.: Porque chamam as casas com fantasmas de mal-assombradas? Seriam os fantasmas uns incompetentes? Se eles fossem realmente assustadores teriam que chamar a casa de bem-assombrada, né não?

Isso aqui em cima foi retirado de um email-corrente que recebi certa vez.

16
Out
07

Árido Movie – Drama

Primeiramente, outro dia tava conversando com a Renata e o Fernando, e a Rê falou uma coisa muito interessante. Tem muita gente que classifica filme nacional como um gênero, tipo comédia ou terror. “Ah… o filme é nacional? Nem curto.” ou “Que filme tá passando? Ah, é aquele que é nacional, né?”. Seria cômico se não fosse trágico, eu digo. Uma pessoa falar que não gosta de ficção científica, ou comédia pastelão, ou ação, ou romance, tudo bem. Mas, porra, nacional NÃO é gênero de filme, e preconceito é uma merda.

Enfim, vamos ao filme, que é nacional. Vi a primeira cena dele (abaixo) quando tava procurando o trailer do Cheiro do Ralo pra botar nesse digníssimo blog. Do lado tinha lá ‘Bob e o Baseado/Selton Mello’. Resolvi ver, né. Curiosidade e tals. A cena é simplesmente do caralho. Dei uma pesquisadinha rápida ali nos coments do vídeo no youtube mesmo e descobri o nome do filme. Árido Movie. Hoje passei na locadora e aluguei.

Desde o fim do filme eu to procurando uma forma de falar dele. Não to conseguindo achar. O filme é uma obra de arte, literalmente. É aquele filme que te faz ficar pensando, buscando respostas, solucionando pseudo-problemas que ele te propõe.

Vou falar um pouco da história. A cidade chama-se Rocha, é atrasada pra caralho e fica no sertão de Pernambuco. Interiorzão onde tudo é resolvido na ponta da faca. Ou no tresoitão, como queiram. Coronelismo fudido nos tempos atuais. O pai da família manda-chuva (Paulo César Pereio) da cidade é morto por um índio. O filho dele (Guilherme Weber), que foi pra Recife com 5 anos e depois pra São Paulo e que mal conhecia o pai, é chamado pro enterro, mas o que a vó dele quer, na verdade, é que ele vingue a morte do patriarca. Só que o cara é playboyzão, totalmente fora da realidade do lugar.

Em 2 dias que ele fica na cidade, acontece coisa pra caralho com ele e com os amigos dele que resolvem ir atrás dele pra ver o que que rola. O bonde dos maconheiros, que compõem a parte mais cômica do filme, é formado por Selton Mello, Gustavo Falcão e Mariana Lima. Aliás, maconha é o que mais rola na parada.

Enfim, é aquele negócio que eu falava no Tropa de Elite. Filme brasileiro é do cacete justamente por mostrar coisa que a gente desconhece e que pode estar bem perto. As críticas que rolam nas entrelinhas são fantásticas. Tem diálogos (e monólogos) no filme em que dá vontade de pausar e ficar pensando. Dá vontade de sentar lá com os caras e entrar na conversa. É fenomenal.

Não tenho o intuito de falar de partes técnicas dos filmes, mas é impossível não citar a fotografia desse. Murilo Salles é o nome do cidadão responsável. Merecia um Oscar. Um Globo de Ouro, eu digo.

O filme merece meu 9,5.

E com certeza o Fernando vai curtir pra caralho.

Abaixo a cena que me fez querer assistir o filme:

15
Out
07

Tropa de Elite – Ação

Pô, eu tava aaaaaaaaaltos ansioso pra ver o filme mais comentado do ano no Brasil. E esperava pra caralho dele. E lá fui eu, quinta-feira, 11/10, pré-estréia. Eu, Longa, Léo, Carol, meu pai, Roge e Carol. Todos na maior expectativa. Eu até digo que tudo que rolou até agora, essa parada de pirataria e tals, não passa de marketing. E muito bem feito. E quem concorda comigo é o Fernando, como vocês podem ler nesse texto interessantíssimo dele a respeito disso.

Eu sou um cara que curto pra caralho cinema nacional, principalmente quando relata uma realidade mais pobre e cruel do nosso país e que muita gente ignora, acha que não existe, acha que o cinema tá exagerando e papapa. Contra Todos, Cidade Baixa, Amarelo Manga, Cidade de Deus, Cidade dos Homens… esses são alguns dos que se encaixam no que eu tô querendo dizer. E, agora, Tropa de Elite.

Muita expectativa, muito burburinho em torno do filme. Já tinha visto algumas cenas na TV, na internet. O filme não poderia ser tão bom quanto tava sendo vendido. Mas é! É ainda melhor! É do caralho! É o segundo filme nacional a entrar no meu TOP 10, junto com Cidade de Deus.

Não cabe falar da história do filme aqui, porque todo mundo já sabe, né?! Mostra o treinamento dos policiais do BOPE do Rio e a corrupção daquela polícia de merda lá.

Aí enquanto eu via o filme eu ficava pensando… esses caras da GRT aqui de Joinville que só sabem ficar dando porrada nos playboys nas portas das baladas não aguentariam nem um dia de treinamento no BOPE. Eu acho.

Eu notei uma coisa engraçada, até certo ponto, e preocupante. Quando algum personagem do filme falava um “filho da puta”, o cinema todo ria. Mas quando ouvem um “motherfucker” em um filme gringo, acham a coisa mais normal do mundo. Alguém sabe o porque? Me avisem, porque eu não consigo entender.

O filme é todo feito com câmera na mão, o que deixa ainda mais real as cenas. Eu agora quero ver o outro filme do José Padilha. O Ônibus 174.

E, caralho! O Wagner Moura, pra mim, é o melhor ator brasileiro da atualidade. Ele, o Selton Mello, o Santoro e o Lázaro Ramos botam muuuuuuuuuuuuito ator gringo no chinelo.

O André Ramiro, o negão que fez o Matias, nunca fez nenhum trabalho como ator. Ele trabalhava como porteiro num cinema e apareceu pra fazer o teste. A Fátima Toledo (a mulher que escolhia o elenco) resolveu apostar nele. E que aposta! O cara mandou altos bem também.

Assim como o Léo, dou um 10,00 pro filme. Com louvor!

13
Out
07

Melhor É Impossível/As Good As It Gets – Comédia

Quando fui alugar Dias Incríveis, meu pai foi junto e perguntou se eu já tinha visto um filme em que o Jack Nicholson sofre de Transtorno Obsessivo Compulsivo. Respondi negativamente e ele então sugeriu que levássemos, pois ele queria ver. E assim foi feito. Só que foi uma luta, porque os carinhas da Magic não sabiam qual filme era. Nem a gente. A única informação que nós tinhamos era essa: o Jack, no filme, sofre de TOC. Meia hora e uns 7 filmes depois, acharam.

E é nessas horas que você vê que pais sabem das coisas, né? O filme é foda!

Indo à história, o Jack Nicholson é um escritor rabugento pra cacete e que tem como hábito maltratar, com palavras, pessoas que vivem ao seu redor. É assim com o Greg Kinnear, que faz o seu vizinho gay, e com a Helen Hunt, que faz a atendente da lanchonete que ele vai todo dia. É um sujeito cheio de manias chatas e irritantes. Eu fui acompanhando o filme e percebendo o quanto meu pai parece com ele nessas coisas. Talvez por isso ele queria ver. Um sinal divino. Hahaha. Ele não chega a ser tão exagerado como o personagem do filme, mas tá perto. E foi bom que ao decorrer do filme eu fui falando pra ele: “ó, pai. Tá vendo? Cê tá igual.” Até sugeri comprarmos um cachorrinho, já que, no filme, o Sr. Udall (Nicholson) começa a mudar e se socializar mais depois que é obrigado a ficar com o cachorro do vizinho gay, que leva um pau (no bom sentido) de uns ladrões.

Mas, enfim… ele abomina a idéia de um cachorro. Talvez eu ainda o convença um dia. ;)

Tipo, a comédia do filme é muito boa. Não é forçada, saca? É a comédia da forma mais sarcástica e inteligente possível. Como eu já disse, não sou muito de rir em filmes, mas confesso que nesse dei algumas boas gargalhadas.

Além da comédia, como não poderia de ser também, rola romance. É óbvio. Sério, ainda quero ver um filme sem um pinguinho de romance. Tipo, já vi alguns em que ele fica em 10º plano, mas tá lá. E agora não lembro de nenhum também. Isso me faz chegar à conclusão de que não existe vida sem amor. Meio óbvio isso também, néan? :D

O filme foi indicado ao Oscar e ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme de Comédia. O Jack Nicholson e a Helen Hunt ganharam o Oscar de melhor ator e atriz por esse filme.

Leva um 9,0, eu digo.

11
Out
07

A Sangue Frio/The Ice Harvest – Policial

Diazinho ruim, essa quarta-feira.

Eu, pobre, miserável e desempregado que sou, novamente tive que apelar pro Telecine pra ver algum filme. Não que isso seja ruim, mas tô afim de escolher os filmes que eu vou ver, e não os filmes me escolherem.

De certa forma isso é bom, porque eu acabo vendo filmes que eu nunca alugaria. Extreme Days, por exemplo, eu nunca alugaria na vida, e foi uma grata surpresa. Mas esse A Sangue Frio, um sujeito pelo menos um pouco persuasivo me convenceria a pegar, pelo fato de ter no elenco feras como John Cusack e Billy Bob Thornton.

E lá fui eu pegar meu edredon, me jogar no sofá e começar a ver. O filme é bom. Massa mesmo. Os dois ali de cima armam um golpe pra cima do fodão da cidade, mas não podem fugir pelo fato de ter rolado uma nevasca. E era véspera de Natal. A data, não a cidade (haha).

E pela noite vááárias coisas vão acontecendo. Tiros, mortes, situações engraçadas e dramáticas. Um ponto positivo do filme é que o diretor, Harold Ramis, soube usar, na dose certa, comédia, drama e policial.

Depois de uma bostinha de dia que nem hoje, valeu a pena ficar acordado até agora (04:50) pra vê-lo.

Vai levar um 8,0. :)

10
Out
07

Alpha Dog – Drama

Foi, com certeza, um dos melhores filmes que vi esse ano. Eu tava em BH em julho, e tava passando no cinema lá. Li a sinopse e fiquei afim de ver, mas a preguiça foi mais forte e eu acabei nem indo. Voltei pra Joinville, esperei um pouco e logo saiu em DVD. Aluguei com boas expectativas e chamei meu pai pra ver.

A história é real, e fala sobre o mais jovem bandido a estar na lista dos 10 mais procurados pelo FBI, ficando atrás apenas do Bin Laden. Só que tipo, o filme não conta o cara fugindo da polícia e tals, e sim o que ele fez pra entrar na mira deles. Algumas coisas são mudadas na história do filme por determinação da justiça, porque o caso ainda está aberto.

O começo é massa, o meio é tesão e o final agoniante pra caralho. E eu repito o que já disse em posts anteriores: o fato de assistir um filme sabendo que ele é baseado em fatos reais, o torna bem mais interessante.

A atuação dos atores também é fenomenal. E tipo, não são os atores mais fodas de Hollywood, teoricamente. Os dois fodões que participam do filme é o Bruce Willis e a Sharon Stone, mas eles se resumem a meros coadjuvantes. Se bem que tem uma cena que eu achei a mais bem interpretada da história do cinema, sem exageros, e que é protagonizada pela Sharon Stone.

Quem faz o procurado é o Emile Hirsch, o que pega a Elisha Cuthbert em Show de Vizinha; E o seu comparsa é o Justin Timberlake. Os dois mandam bem pra caralho, mas quem destrói mesmo é o Ben Foster, o cara que fez o Anjo no X-Men 3. Putzgrila, que atuação foda, cara. Tipo.. o que deu mais brilho ainda ao filme foram as atuações, eu digo.

E a trilha sonora também é do grande caralho!

Enfim, é um filme que vale MUITO a pena ver.

E vale muito um 9,5.

09
Out
07

Dias Incríveis/Old School – Comédia

Não, esse não acordei às 6 pra assistir. Esse eu aluguei, graças à indicação do Teixe. Ele é um fã declarado de comédia, e falou muito bem dessa. Não ia ignorar tal sugestão, né?!

Vendo o filme eu percebi que já tinha visto uns pedaços aleatórios em lugares aleatórios.

O filme começa com o Luke Wilson pegando a namorada dele no pulo, ao voltar mais cedo pra casa. A partir daí ele resolve mudar de casa, e vai morar dentro de um campus universitário. Seus dois amigos, o Will Ferrel e o Vince Vaughn, resolvem dar uma festa do caralho de inauguração da casa e ficam famosos dentro da universidade. A partir daí resolvem fundar uma confraria, só que nenhum deles é estudante da faculdade, o que fode com os planos deles.

Assim como acontece com A Arte do Amor, o filme é massa, engraçado, mas nada de fantástico. Vale pelos atores mesmo. Porra, o Will Ferrel é muito foda. É o rei da comédia, eu digo.

E eu deveria ter desconfiado… tinha que ter um ótimo motivo pro Teixe ter gostado tanto do filme. E tem! Elisha Cuthbert, a do Show de Vizinha. E aí, sou obrigado a concordar. Só a presença dela já dá uns 5 pontos pro filme. Hahaha. Porra, vai ser linda assim no inferno.

O filme vale um 8,0, eu digo.

09
Out
07

A Arte do Amor/Everything You Want – Comédia Romântica

De novo. Fui dormir no domingo e acabei acordando 6 horas da manhã na segunda. E não consegui mais pegar no sono. O resto vocês já sabem: Telecine!

Tava começando A Arte do Amor. Logo imaginei que era mais um filminho besta desses. Mas pa, eu até curto filminhos bestas. E já que eu tava ali mesmo…

Não me decepcionei com o filme. E também não foi nada de espetacular. Filme normal, com pontos normais de comédias românticas. 98% deles são assim: a mulher quer o cara e vice-versa, mas sempre tem alguma coisa atrapalhando, que pára de atrapalhar no final do filme. Só que o massa de A Arte do Amor é justamente essa coisa que atrapalha. Não é uma coisa normal, manjadinha.

A parte mais cômica fica por conta do colega de quarto do carinha. Aaaaltos engraçadão mesmo.

Esse filme também não consta no adorocinema.com, e nem no google tá fácil de achar algo sobre ele. Quem faz o casal é a Shiri Appleby, que fez Escrito nas Estrelas e o Nick Zano. E apaixonei pela guria desse também. Hahaha.

Um 7,5 é justo.

08
Out
07

Extreme Days – Comédia

Sábado rolou aquele WE no Léo regado a cervejinhas. Voltei pra casa, vi o começo da corrida, dormi e acordei quando estavam no pódium. Fui pro quarto voltar a dormir e não rolou. O que eu fiz? Voltei pra sala. Mais precisamente pro Telecine.

Quando liguei tava nos créditos iniciais de um filme. E iam passando enquanto um cara ia falando dos seus amigos de infância. Curti de cara já, e fiquei ali mesmo vendo.

Cara, que filme legal! Sei lá. Ele é basicão, assim. Fala de 4 amigos de infância numa viagem pelos EUA, e a cada lugar que eles passam, eles praticam algum tipo de esporte radical. Não que eu seja fã de esportes radicais. Muito pelo contrário. O esporte mais radical que eu pratico é levantamento de copo.

Mas o que me fascinou no filme foi a amizade, saca? Tipo, a sinergia entre os atores. Pareciam que eles eram, realmente, amigos de infância. E, caralho (perdão, Silnei)!, se tem uma coisa que eu mais amo na vida, é viajar com amigos.

Como não poderia deixar de ser, no meio do filme aparece uma guria. Eu nunca vi um filme na vida que não envolva o minimozinho de romance. Mas deixou o filme ainda mais massa. Sério. Tem uma cena, a da colher, que é muito foda, eu digo. Quando forem ver, lembrem-se da cena da colher.

Então, O filme nem consta no adorocinema.com. E pelo que andei pesquisando em Orkut e Google, acho que nem em locadoras tem ele. Mas não custa nada procurar, né não?

Os atores são todos desconhecidos da minha parte. Mas a guria é muito linda. Apaixonei por ela.

E a trilha sonora é tipo trilha sonora de esportes radicais. Não amo, mas não podia ser diferente no filme.

Rola um 8,5 violento.

Juro que procurei altos o trailer, mas não achei.